Um anodo de sacrifício é uma peça metálica usada para proteger outro metal contra corrosão, especialmente em ambientes com água ou umidade. Ele funciona por proteção catódica: é feito de um metal mais reativo – normalmente zinco, magnésio ou alumínio – que se corrói primeiro, “sacrificando-se” para preservar a estrutura protegida. Assim, exemplos comuns incluem cascos de barcos, tubulações, tanques, boilers/aquecedores de água e estruturas offshore.

1. Por que o barco precisa de ânodo?

De fato quando diferentes metais ficam em contato com a água, especialmente água salgada, pode ocorrer corrosão galvânica. Componentes como:

  • hélice;
  • eixo;
  • leme;
  • rabeta;
  • motor;
  • quilha e ferragens;

podem sofrer corrosão.

Desse modo o ânodo é projetado para corroer no lugar desses componentes.

2. Anodo de Zinco, alumínio ou magnésio?

MaterialMais indicado paraCaracterística
ZincoÁgua salgadaTradicional em embarcações
AlumínioÁgua salgada e ambientes variadosBoa opção e maior eficiência em várias aplicações
MagnésioÁgua doceMuito mais ativo eletricamente

Importante: contudo não é simplesmente escolher o ânodo “mais forte” o material deve ser adequado ao ambiente e aos metais que estão sendo protegidos.

3. Como ele consegue proteger o metal?

Existe uma pequena diferença de potencial elétrico entre os metais.

Sendo mais “ativo”, passa a funcionar como o ânodo do sistema eletroquímico e perde material:

Ânodo → oxidação → corrosão do ânodo

Enquanto o metal que queremos preservar recebe proteção catódica.

4. Como saber se o ânodo está funcionando?

Um ânodo normalmente vai diminuindo de tamanho durante o uso.

Portanto se estiver praticamente intacto depois de muito tempo, pode haver um problema de:

  • material inadequado;
  • tamanho inadequado;
  • instalação;
  • mau contato elétrico;
  • pintura cobrindo o ânodo;
  • sistema de proteção mal dimensionado.

Por outro lado, se desaparecer muito rapidamente, também merece investigação.

5. Onde ele fica numa embarcação?

Depende do tipo de barco e do sistema de propulsão. É comum encontrar ânodos próximos de:

  • hélice;
  • eixo;
  • leme;
  • rabeta;
  • motor;
  • componentes submersos.

Então o ânodo precisa ter bom contato elétrico com aquilo que está protegendo. Não adianta apenas estar fisicamente próximo.

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